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terça-feira, 12 de maio de 2015

38ª Reunião de Formação (planejamento da oficina "Religiosidades Africanas" (12/05/2015)


Serviço: 
Autoria do texto: equipe PIBID, Subprojeto História
Relações públicas e secretariado de setembro: Maria Elisa e Wariane
Revisão textual: Maria Cristina


A Oficina de Religiosidade Africana e Afro-brasileira nasceu de um trabalho científico desenvolvidos desde o ano passado pelos pibidianos Jéssica e Mauro, dentro do nosso Subprojeto: “Educação das Relações Étnico-Raciais: africanidades brasileiras na sala de aula”. Durante todo o ano de 2014, este trabalho foi apresentado em vários eventos. Esta pesquisa, além de satisfazer um desejo entre os dois, em construir um trabalho sobre religiosidades africanas, era transformar uma teoria em prática, foi neste sentido que idealizamos a oficina. 
Sendo assim, como esta era a última etapa do trabalho dos pibidianos, nesta reunião de formação dedicamos todos a organizando, discutindo e planejando a oficina e dividindo tarefas. A oficina aconteceria na escola-campo Colégio Albion, terça-feira 19/05 e aplicada somente com as turmas de 6º e 7º ano, na sala da brinquedateca.

Imagem de Oyá
Os assuntos que serão abordados na oficina, são: relação mito, história e religião; mapa étnico africano; cultura/povo yoruba; diáspora negra; relação religião e cultura; direitos humanos, cidadania e liberdade de expressão religiosa; respeito às diferenças e diversidade; além disso, vai ser falado sobre o desenho X-Men e a personagem Tempestade (Ororo). Fizemos esta relação com o desenho X-Men, e principalmente sobre a Tempestade, pois, na trama sua personagem é de uma mulher negra, afro-estadunidense, e aborda várias características de Oyá.
Iniciamos, no período da manhã, o Coord. Euzebio pediu que cada pibidiano elaborasse três perguntas que relacionasse com a temática sobre “Religiosidades Africanas”, isto porque, aplicaríamos um questionário antes de começar e no termino da oficina, com o intuito de estabelecer uma relação entre o antes de expor o conteúdo e após a exposição, e também este servirá como um documento de análise para o trabalho de Jéssica e Mauro. Cada um de nós elaboramos três perguntas, dentre estas, escolhemos algumas, e adeguamos para uma linguagem de fácil entendimento, para que assim, os alunos compreendesse melhor. 
X-Men


Além do questionário, iremos passar um episódio do X-Men que ilustra a personagem Tempestade, vamos cantar juntamente com os alunos a música Oyá - Comp. Sandra Perez e Arnaldo Antunes do CD: Pé com pé – Sandra Perez e Paulo Tatit, e também fazer uma contação de história com a pibidiana Jéssica, estabelecendo um diálogo com mitologia de Oyá.

Imagem Ororo: desenho X:Men
No periodo da tarde, antes de começar os trabalhos, ouvimos a música “Oyá”, música que será cantada na oficina. Depois da música, fizemos a leitura do conto “Exú recebe ebó e salva um homem doente”. Durante toda a tarde continuamos organizando oficina, a pibidiana Jéssica apresentou a nós a história que iria contar, e com isto criamos várias ilustrações para que a apresentação dela se tornasse mais viva, como por exemplo, quando ela falava em trovão, alguém fazia um barulho que remetesse a ideia de um trovão, quando ela falava em fogo/raio, ilustrávamos com bombinhas de pequeno porte, e assim sucessivamente.
As tarefas ficaram divididas da seguinte forma:
I. Questionário (Todos).
II. Apresentação do desenho X-Men: o que é? Quem criou? Formatos: quadrinhos (ano), desenho animado (clássico e evolutin) e filmes (primeira trilogia, Wolverine, segunda trilogia) (Elivan, Késia, Maria Elisa).
III. Exibição do episódio “Tempestade Africana”.
IV. Tematização do conteúdo: Mito, religião, cultura. Mapas das etnias africanas (Dois mapas: um geral e um específico). Povo Yorubá; relação África x Brasil; influências na religiosidade: Candomblé, Umbanda e Macumba; influências na língua/palavras (Mauro).
V. Ensinar a música “Oiá” da palavra cantada (Todos).
VI. Contação de História dramatização (Jéssica); “Oyá: A mulher dos raios e trovões”:
Trovão: Jéssica entra (Jade) 
Primeira parte: Jéssica caminha para o ventilador (Euzebio) 
Segunda parte: espada (Euzebio)
Terceira parte: traque (Fogo)
Quarta parte: trovão- socorrer os filhos (Jade)
Quinta parte: trovão- Xangô pede socorro (Jade)
Sexta parte: partiu as grades traque (Jéssica)
Sétima parte: TNT (Euzebio).
VII. Respeito a diferença: direito à liberdade de culto (Constituição e DUDH); preconceito e discriminação de ordem religiosa; educação para a diferença (Wariane).
VIII. Questionário (Todos).

Frequência: Maria Elisa, Elivan, Wariane, Jaqueline, Jéssica, Mauro, Jade, Patrícia, Luqueze, Euzebio, a Maria Cristina participou na parte da tarde.


Elivan Andrade: Faço esse comentário já depois da oficina ter sido executada, então é mais no sentido de uma reflexão minha sobre o trabalho. Percebo, cada vez mais, como o trabalho desenvolvido em grupo (pensado em grupo, planejado em grupo, executado em grupo e refletido em grupo) faz bem para o grupo e torna o trabalho e os seus resultados muitos melhores e maiores. Com a oficina de religiosidade africana isso não foi diferente. Jessica e Mauro com certeza tiveram mais trabalho, já que a oficina origina-se do projeto deles, mas todos se empenharam para isso também. Acho, que durante a oficina, poderíamos ter feito mais problematizações para que os alunos relacionassem melhor a figura de Oyá com a Tempestade, do desenho X-men, acho que essa parte foi um pouco falha e poderia ter sido melhor explorada. 

Jaqueline Pereira de Morais:  Esse dia do planejamento da oficina foi super empolgante.Sempre que estamos preparando algo para trabalhar com as crianças, ficamos imaginando será que elas irão gostar, qual metodologia utilizar, eu acho sempre legal. E  o que me despertou bastante a atenção, foi a questão da relação do desenho do X-man com a Oyá. Isso é fantástico, pois no cotidiano da maioria daqueles alunos, inclusive nós que já fomos crianças, existe muito da cultura africana, e passam despercebidos(talvez por uma falta de formação) dos nossos olhares. Isso me leva a refletir enquanto fui uma criança e negra um dia, esse tipo de trabalho teria sido importante para minha formação histórica. 


terça-feira, 2 de setembro de 2014

OFICINA DE MÁSCARAS AFRICANAS (02/09/2014)

Serviço:
Autoria do texto: equipe PIBID, Subprojeto História
Relações públicas e secretariado de setembro:  Jaqueline, Maria Elisa
Revisão do texto: Euzebio.

Tema da oficina realizada
Aos dias 02 do mês de setembro de 2014 ocorreu nossa segunda oficina no Colégio Estadual de Tempo Integral Dr. Albion de Castro Curado, com o tema. “Oficina de Máscaras Africanas”. O objetivo desta oficina era desenvolver na escola questões que envolvem a cultura africana, seus mitos, ideologias, crenças que envolviam as construções das máscaras, pois cada máscara produzida trazia  significado, um ritual.

Nos Reunimos no Colégio por volta das 07:00 h. da manhã para a organização do espaço e dos equipamentos. A oficina foi estruturada da seguinte forma, no período matutino, duas primeiras aulas reunimos os 6º e 7º ano. Iniciamos com uma apresentação introdutória sobre a oficina explicando o  significado das máscaras, mitos, o que são orixás etc. Nos dois últimos horários realizamos o mesmo processo,  nas salas do 8º e 9º anos.

A introdução da oficina no período matutino foi realizada  no laboratório de informática, utilizando o Data show na transmissão de filmes, slides e imagens. Para iniciarmos nossos trabalhos foi ouvida a música “Caçador de mim” interpretada por Joel Augusto, foi feita uma reflexão sobre a mesma, onde a pibidiana Jaqueline Morais, debateu juntamente com os alunos qual a mensagem que a música passava. Foi passado aos alunos que Milton Nascimento é um cantor que possui uma grande representação da cultura negra. Após foram explicado pela pibidiana Jessica o que são mitos, pra que os africanos utilizavam as máscaras, o que são orixás e ainda foi mostrado no slide um mito  IBEJIS e  um vídeo com imagens de várias máscaras africanas, apresentado pela pibidiana Wariane e Letícia.

No período vespertino demos continuidade ao trabalho com a oficina prática de confecções das máscaras.
Objetivo da oficina

A oficina prática foi desenvolvida com desenhos das máscaras nos rostos dos alunos, com o intuito de aproxima-los da cultura africana, e deixando com que a imaginação fluísse e assim sentir basicamente nas performances dos africanos quando se vestiam numa máscaras.

No período vespertino nos reunimos na brinquedoteca, para a pintura facial das máscaras foram utilizadas tintas próprias para o rosto. A oficina apresentou um bom resultado pois houve um grande envolvimento dos alunos que participaram  com entusiasmo. Então vejo esta oficina como uma ação muito importante, através dela de alguma forma os alunos se comunicaram com a cultura africana, despertando em muitos o reconhecimento de sua própria identidade.

FOTOS REFERENTE A OFICINA




















Alunos sentados em roda para melhor interação.





Alunos acompanhando o slide.


















Jaqueline e Jéssica desenhando nos rostos dos alunos
























 Maria Elisa, Wariane e Letícia pintando os rostos dos alunos.


























Frequência nas atividades: Estiveram presente, durante todo o dia, Jaqueline, Jéssica, Kesia, Letícia, Maria Elisa, Wariane, Jade, Maria Cristina. no dia quem não compareceu mas justificaram a ausência foram Mauro e o Coordenador Euzebio Carvalho.






terça-feira, 10 de junho de 2014

OFICINA DE CABELO AFRO & 14ª REUNIÃO DE FORMAÇÃO (10/06/2014)


Serviço:
Autoria do texto: equipe PIBID, Subprojeto História
Relações públicas e secretariado de maio: Mauro Moreira e Letícia
Revisão textual: Euzebio Carvalho

Reunimos às 7h no colégio estadual Dr. Albion de Castro Curado para realizarmos a oficina de cabelo afro. Após nossa chegada, fomos ao encontro das meninas que haviam aceitado nosso convite na última terça, para participar da oficina. Levamos para o colégio todos os materiais necessários para realização do evento (xampu, creme para hidratar, fitas, flores, e demais enfeites para os cabelos).
Nos reunimos na sala da brinquedoteca, onde participaram aproximadamente 20 meninas.
Fabio, Wariane, Mauro e Maria Elisa na lavagem e hidratação.

Os bolsistas Mauro, Fabio, Jaqueline, Wariane e Maria Elisa ficaram com a lavagem e a hidratação dos cabelos; Késia, Letícia e Jaqueline com os penteados e Jessica com o toque final, a maquiagem.

Para incentivar não somente as meninas que participaram da oficina, mas a escola toda, tivemos uma palestra com a Profa Ms. Lídia Ribeiro, docente da Universidade Estadual de Goiás. Ela falou um pouco sobre sua história de vida, destacando os preconceitos que ela passou por causa do seu cabelo afro.
    
Letícia, Késia e Jaqueline nos penteados.
 Encerramos a oficina com um desfile das meninas com os seus penteados. Nesse momento, foram apresentadas e comentadas as  diferentes possibilidades e modos de usar os cabelos afro: trança raiz, trança rabo de peixe, cabelos batidos com flores entre outro.

Reunião de formação

Às quatorze horas, reunimo-nos na UEG, no laboratório de Historia (CEPEDON). Ficamos das quatorze as dezesseis colocando nossas atividades em dias (diário de campo, blog do projeto etc).
  
Jéssica na maquiagem.
Às dezesseis, paramos para fazer um balanço da oficina realizada no colégio na parte da manhã. Todos os bolsistas deixaram claro que ficaram satisfeitos com o resultado da atividade, pois todos estavam com medo por não saberem fazer certos penteados e também pelo numero de participantes na oficina.

Chegamos a conclusão que, depois dessa oficina, constituímo-nos realmente como um grupo: os resultados foram bem maior do os esperados; conseguimos passar às alunas que elas podem sim estar bonitas usando seu cabelo natural, sem alisamentos.

Ao final, discutimos sobre nossa confraternização que será realizada dia 26 de junho de 2014, no Balneário Santo Antônio. Pagaremos 25 reais para cada bolsista com almoço incluso. Foi um dia muito produtivo.

IMAGENS DA OFICINA




































Frequência nas atividades:

A Nayara faltou na parte da manhã. Késia faltou na parte da tarde.




















terça-feira, 3 de junho de 2014

13ª REUNIÃO DE FORMAÇÃO (03/06/2014)


Serviço:
Autoria do texto: equipe PIBID, Subprojeto História
Relações públicas e secretariado de maio: Mauro Moreira
Revisão textual: Euzebio Carvalho

Neste dia chegamos à escola de tempo integral Dº Albion de Castro Curado, para informar sobre a oficina de cabelo afro a ser realizada no dia 10 de junho. Em decorrência de problemas com a comunicação, os funcionários da escola não foram informados sobre o que seria feito. A diretora não pôde estar presente. Alguns até acharam que a oficina seria realizada no presente dia. 

Cabelo afro
Como havíamos planejado, visitamos sala por sala, do 6º ao 9º ano, onde convidamos algumas alunas a se reunirem conosco no laboratório de informática, pois esse seria um ambiente mais reservado para explicarmos sobre a oficina da próxima terça-feira. Falamos sobre os objetivos da oficina. O critério que orientou o convite foi o cabelo crespo ou tradado quimicamente. Na oficina falaríamos sobre formas fáceis e adequadas ao cuidado com o cabelo afro. A aprovação foi geral por parte das estudantes. Das 22 alunas convidadas, 18 confirmaram sua participação no evento da próxima semana.








Melhorando o desempenho
Durante o período da tarde, na reunião do coletivo de estudo e pesquisa, utilizamos nosso tempo para aprendermos novos estilos de tranças e penteados. As bolsistas Késia e Letícia nos ensinaram formas de trançar e cuidar do cabelo. Enquanto isso, o professor Euzébio realizava a avaliação da equipe relativa ao mês de maio. Esta avaliação foi construída a partir do nosso diário de campo (DC), nossas realizações e contribuições para o projeto. Na oportunidade, avaliamos também nosso coordenador Euzébio.  No momento da avaliação, consideramos os tópicos abaixo:

  • Metodologia dos encontros de formação.
  • Realização das atividades na escola-campo.
  • A coordenação do projeto.
  • Os comentários no blog.
  • A participação dos bolsistas na sala de aula.
  • O nível de complexidade dos textos.
  • A concordância ou não sobre a avaliação do coordenador 

Frequência nas atividades:

A Késia faltou apenas na parte da manhã. Jaqueline, Jessica, Nayara e Maria Cristina faltaram durante todo o dia, mas justificaram sua ausência.

terça-feira, 20 de maio de 2014

11º REUNIÃO DE FORMAÇÃO (20/05/2014)


Máscara produzida por ex-aluno da Escola Albion
Serviço:
Autoria do texto e das imagens: equipe PIBID, Subprojeto História
Relações públicas e secretariado de maio: Maria Elisa e Wariane
Revisão textual: Euzebio Carvalho



 Relato:

No dia 20 de maio de 2014 encontramo-nos, como de costume no Colégio Estadual Albion, às 7h.  Cada grupo trabalhou seu conteúdo em sala. Mauro e Jéssica trabalharam no 7º ano o vídeo “A cor da cultura” episódio 1 “África no currículo escolar”.

Késia e Letícia, responsáveis pelo 6º ano, trabalharam uma dinâmica envolvendo questões sobre o cabelo afro. E pediram que os alunos realizassem desenhos e frases, que depois seriam usadas para a montagem de um mural na Unidade da UEG em Goiás.

África: nossa essência.
No 8º ano, as alunas Jaqueline e Nayara trabalharam com um documentário falando sobre a formação dos Estados Unidos e, posteriormente, fizeram a introdução à esse conteúdo.

Wariane, responsável pelo 9º ano juntamente com Fábio, deu continuidade ao trabalho com o filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin, pois a Prof. Eliane aplicará uma atividade avaliativa sobre o filme.

A professora Maria Henriqueta, atualmente bibliotecária no Colégio Albion, doou para o projeto vários materiais (retalhos, papéis coloridos e fuxico etc) para usarmos em nossas atividades. Também nos mostrou alguns materiais da época que ela trabalhava a disciplina de Artes com os alunos do Colégio. Deu sua autorização para que possamos ter acesso e até mesmo utilizá-los futuramente em alguma atividade. O material é composto por diferentes criações artísticas, como ilustrações, desenhos, máscaras entre outros.

As máscaras chamaram muito a nossa atenção, devido aos seus detalhes. Elas foram realizadas pelo 6° ano (atual 9º ano), em 2011. Maria Henriqueta nos explicou que esse trabalho durou o ano inteiro. Segundo a professora, primeiro ela deu um texto para os alunos tratando da produção de máscaras em África. Trabalhou também um filme. Em seguida, trabalhou com a divisão do continente, pois segundo ela, os alunos tinham uma grande dificuldade em entender que África não é um país, e sim um continente. Por fim, trabalhou as máscaras, mostrando aos alunos alguns modelos. A partir daí, cada um pode confeccionar as suas.

Ainda nesse dia, desmontamos o mural sobre cabelo afro. Posteriormente, ele será remontado no Campus da UEG Goiás.

ALGUMAS MÁSCARAS AFRICANAS CONFECCIONADAS PELOS ALUNOS DA PROFA. MARIA HENRIQUETA (DISCIPLINA DE ARTES, COL. ALBION, 2011)


Profa. Maria Henriqueta
 apresentando seu material






Máscara produzida por ex-aluno












Máscara produzida por ex-aluno



Máscara produzida por ex-aluno

Professora Maria Henriqueta, Euzebio, Mauro e Jéssica.



















No período da tarde, realizamos nosso encontro de formação, às 14h, no laboratório de História da UEG, o CEPEDOM. O Euzebio então apresentou ao restante da turma o material que foi doado pela professora Maria Henriqueta. Em seguida, assistimos mais um vídeo do programa Nota 10, o episódio Educação Quilombola. De início, discutimos sobre o conceito de Quilombo. Essa palavra tem sua origem na língua Banto, quilombo é um tipo de instituição sociopolítica militar da África Central, em países como Angola e República do Congo, por exemplo.

Quilombo
No Brasil, um dos Quilombos mais conhecidos foi o Quilombo dos Palmares, localizado no Interior do atual estado de Alagoas. Ele se formou por volta de 1595, e abrigou cerca de 30 mil pessoas.

O Quilombo ameaçava a ordem administrativa vigente no regime colonial e era uma forma de resistência à escravidão. Atualmente, existem no Brasil aproximadamente 1.408 comunidades remanescentes de Quilombos.

A partir do vídeo, pudemos fazer a diferenciação entre a educação formal e a educação quilombola. A primeira está totalmente vinculada à cultura urbana e valoriza mais o saber  do que o fazer. Já na segunda, o saber e o fazer estão sempre juntos. A oralidade é valorizada pelos educadores quilombolas.




Fala de um quilombola

“A escrita é uma coisa e o saber outra. A escrita é a fotografia do saber, mas não o saber em si. O saber é uma luz que existe no homem” Tierno Bokar - líder espiritual malês.




Desta forma terminamos os trabalhos do dia, no qual conseguimos obter bons resultados.


Frequência nas atividades do dia:

O aluno Fábio não compareceu devido a problemas de saúde e a aluna Maria Elisa não pode estar presente devido a problemas pessoais. A professora Maria Cristina também não participou das atividades do dia.






terça-feira, 13 de maio de 2014

10º REUNIÃO DE FORMAÇÃO (13/05/2014)

Serviço:
Autoria do texto e das imagens: equipe PIBID, Subprojeto História
Relações públicas e secretariado de maio: Maria Elisa e Wariane
Revisão textual: Maria Cristina


No período da manhã cada grupo trabalhou conforme o conteúdo desenvolvido em  suas respectivas salas. As alunas responsáveis pelo 8° ano, Jaqueline, Maria Elisa e Nayara auxiliaram os alunos na conclusão de uma atividade. No 9º ano, os alunos Fábio e Wariane passaram o filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin, a pedido da professora Eliane. Os alunos se mostraram muito interessados, e ficou para a próxima aula a elaboração de uma atividade sobre o mesmo. Jéssica e Mauro, responsáveis pelo 7º ano, trabalharam, a pedido da professora Maria Xavier um vídeo da África, tratando de temas como a fome e a falta de água em parte daquele continente. O objetivo da professora era de conscientizá-los do desperdício de alimentos que existem em nosso planeta. Por fim, no 6º ano, Letícia e Késia usaram o jogo da batata quente para revisar o conteúdo com os alunos.


África
À tarde nos reunimos as 14h, na UEG. Iniciamos com um breve relato dos trabalhos realizados no período matutino no Colégio Estadual Dr. Albion. O professor Euzébio enfatizou a importância de termos disciplina com os horários, para assim evitarmos possíveis transtornos em nossas atividades, foi nos repassado a importância de participarmos de eventos culturais, como o FICA  para assim adquirirmos capital cultural. Foi orientado que cada bolsista deve participar de um mini curso, nos dias 29 e 30 de maio. Além disso, ficou decidido que vamos trabalhar com o vídeo da Vitória Santa Cruz, e falar um pouco do nosso projeto para as pessoas durante o evento. 


Racismo não
A professora Maria Cristina levou dois textos para trabalharmos sobre identidade étnico-racial, que é muito importante para enfrentarmos o racismo. Notamos que o primeiro texto que começamos a ler, não seria muito produtivo, então decidimos prosseguir com o próximo texto, pra facilitar a nossa compreensão. Apos a leitura abordamos uma questão muito importante, o chamado “racismo invertido” ou “racismo negro”. Não podemos dizer teoricamente que ele exista devido que a base do racismo são as relações de poder, os negros foram historicamente excluídos. O racismo funciona daquele que historicamente detêm o poder, para aquele que não o detêm .  Após a reunião, os alunos utilizaram o tempo restante para comentar o blog e atualizar o Diário de Campo, no final dos trabalhos o coordenador  recolheu o mesmo para correções.

terça-feira, 6 de maio de 2014

9º REUNIÃO DE FORMAÇÃO (06/05/2014)

Até que a cor da pele de um homem não tenha maior significado que a cor dos seus olhos haverá a guerra. Bob Marley, música War. (álbum Rastaman Vibration, de Bob Marley and the Wailers, de 1976).
Serviço:
Autoria do texto e das imagens: equipe PIBID, Subprojeto História
Relações públicas e secretariado de maio: Maria Elisa e Wariane
Revisão textual: Euzebio Carvalho


Capa do CD de Chica César
Relato:
 
Na manhã do dia 06 de maio de 2014, realizamos uma atividade diferenciada na Escola de Tempo Integral Doutor Albion de Castro Curado. Como havíamos anteriormente planejado (veja postagem específica), apresentamos a música Respeitem meus cabelos, brancos do cantor paraibano Chico César. Cada grupo, em sua respectiva sala/ano, teve como objetivo mostrar aos alunos a importância de respeitar as diferenças étnico-raciais, a partir do trabalho com essa música.


A escolha do tema dessa atividade deveu-se ao fato que a sociedade acaba discriminando as pessoas devido ao seu cabelo. Isso não é diferente dentro dos ambientes escolares. Decidimos realizar esta oficina após um certo acontecimento dentro da escola.

Cabelo Afro
Uma aluna se sentiu discriminada por conta do seu cabelo afro e procurou a diretora para fazer uma reclamação. Nós integrantes do subprojeto de História da CAPES/PIBID Educação das relações étnico-raciais: as africanidades brasileiras na sala de aula buscamos então uma maneira para intervir positivamente diante desse fato. Nosso objetivo era mostrar que as diferenças existem e que devemos respeitá-las. E isso passa, inclusive, por questões estéticas.


Para que a atividade fosse realizada de forma objetiva, os bolsistas seguiram a metodologia apresentada pelo coordenador do subprojeto, professor Euzebio. Primeiramente, foi trabalhado a música e as sensações que ela proporcionava aos estudantes. Perguntamos sobre os sentimentos que a música provocou neles. Depois falamos um pouco sobre os instrumentos utilizados e o estilo/ritmo da canção. Somente depois é que analisamos os versos do autor, a "letra da música". A partir dela, discutimos e refletimos sobre os elementos relativos à História e Cultura Afro-Brasileira, à identidade negra, à diversidade e ao multiculturalismo, às diferentes características étnicas entre outros elementos.

Cartaz feito pela bolsista Nayara para compor o mural
Buscamos despertar nos jovens alunos a consciência racial, bem como estimular uma elevação da sua autoestima.

Ao tempo em que essas discussões aconteciam dentro das salas de aulas, os demais bolsistas montavam um mural no pátio da escola também relacionado à música. Esse mural foi composto por imagens que havíamos selecionado previamente e impressas em tamanho A4. Com elas formamos o mural. Escolhemos imagens de celebridades com cabelos afros, exibindo diferentes penteados e formas de construir seus corpos e cuidar de seus cabelos. Juntamente com as imagens, afixamos também algumas frases de efeitos contra o racismo.

Para que os alunos também pudessem interagir e participar do mural, deixamos algumas folhas em branco, para que eles também pudessem escrever suas frases. 

Depois dessas atividades, no período da tarde, nos reunimos às 14h, no CEPEDOM, da UEG, campus Goiás. O professor Euzebio distribuiu duas revistas para lermos: a TRIP (voltada ao público masculino) e a TPM (para o público feminino). Pediu que cada bolsista escolhesse uma matéria, lesse, fizesse um registro no DC e depois apresentasse em forma de comunicação oral para todo o grupo. Esse momento de socialização ficou marcado para o dia 20 de maio.

Também foi distribuído para cada bolsista uma edição do jornal da UEG, do qual deveríamos ler a reportagem Eu sou aquilo que vejo nos seus olhos, recortar e colar no Diário de Campo. Depois de fazer uma análise sobre a mesma, deveríamos produzir um registro no DC. Essa atividade ficou marcada para ser entregue no dia 13 de maio.

Após esse momento, à partir da sugestão da bolsista Wariane, assistimos ao vídeo-clipe da da música Racismo é burrice (Lavagem Cerebral) do rapper Gabriel o Pensador (extraído do álbum MTV ao Vivo, de 2003). Primeiro, discutimos questões relativas aos instrumentos e o ritmo da música que é um RAP (sigla para a expressão Rhythm and Poetry / Ritmo e Poesia) estilo de música de origem afro-estadunidense. Depois, debatemos algumas questões abordadas na letra da música.






Discutimos sobre o verso “faça uma lavagem cerebral”. Chegamos à conclusão que ela se referia à uma mudança radical na nossa forma de pensar. O racismo foi uma coisa que se propagou de geração pra geração. Portanto, para reverter isso é preciso uma "lavagem cerebral". Mas essa mudança não pode ser imposta, devemos nos conscientizar e conscientizar as pessoas sobre o racismo, para que a partir disso, elas possam mudar o seu modo de pensar e de agir.

"Racismo é burrice"
Uma abordagem interessante foi sobre o verso “tem gente que pensa que racismo não dói”. O racismo não é só constituído por palavras e agressões verbais como muitas pessoas por aí pensam. Essas agressões verbais também provocam dores psicológicas e, inclusive, físicas. Além disso, existem muitos casos de violência física motivadas pela cor da pele. Infelizmente, pessoas morrem simplesmente pelo fato de serem negras como acontece muitas vezes com a juventude negra, por exemplo.

Diversidade étnica
Após concluirmos a análise da música, marcamos para o dia 27 a continuação da oficina sobre cabelo afro realizada no Colégio Albion. Realizaremos penteados que valorizem os cabelos das alunas. Essa atividade será seguida de uma palestra da professora Lídia. O encerramento da manhã será um desfile com as alunas que participaram da oficina, mostrando os seus cabelos. 

Na reunião da tarde, avaliamos as atividades do período matutino, momento em que foi realizada a oficina com a música Respeitem meus cabelos, brancos de Chico César. Observamos que houve uma aceitação muito grande por parte dos alunos, e dos professores também. 
Somos todos irmãos
Os estudantes gostaram da aula diversificada, tiveram muitas duvidas a primeira instancia. Mas após as explicações dos bolsistas do projeto, e da contribuição dos professores, conseguiram assimilar as idéias que o cantor evidenciou na música. Tivemos um caso de resistência, em que, uma aluna não queria fazer as atividades, mas com a orientação de um dos integrantes do projeto ela à efetuou. Observamos em sua fala que ela tem uma consciência muito grande do racismo, sentimento esse de quem, em algum momento, sofreu pelo preconceito da sociedade.

Este portanto constitui nosso Coletivo de Estudo e Pesquisa, do qual concluímos ter sido muito produtivo.


Frequência nas atividades do dia:

Na parte da manhã, todos os bolsistas estiveram presentes na atividade. A supervisora, por estar em consulta médica, não pode participar. À tarde, além da profa Maria Cristina, também faltou ao encontro de formação a bolsista Késia.


Fotos da atividade Respeitem meus cabelos, brancos 
(construção do mural)



 Equipe do subprojeto montando o mural, antes do intervalo.




Montagem do mural: diferentes formas de se usar o cabelo afro
Jéssica, à esquerda

Mauro


Fábio, à esquerda, e Euzebio, coordenador do subprojeto






Jaqueline e Jéssica, finalizando a montagem do mural. Na imagem, vemos os cartazes em branco para que os estudantes da escola também deixassem suas frases.
Jéssica

Fábio, à esquerda, e Jéssica à direita.




Nayara e Jaqueline
 

Alguns membros do projeto, após finalizarem o mural