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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Projeto GEOAFRO: atlas geográfico "AfricaBrasil" & "O Brasil africano"



"Penso que estas publicações são instrumentos para colaborar no nosso país na alteração das mentalidades resistentes às mudanças sociais e nas políticas pontuais e superficiais do sistema dominante, sobretudo, para subsidiar a adoção de medidas concretas de alteração do contexto secular de exclusão da população e dos territórios de matriz africana."
Prof. Dr. Rafael Sanzio, Brasília, 2014"
 


ÁFRICABRASIL – ATLAS GEOGRÁFICO


FICHA TÉCNICA: Autor : Geog. Rafael Sanzio Araújo dos Anjos \ Editora: Mapas & Consultoria Ltda. \ Dimensões: 27x40 cm / Publicação Colorida Peso: 820g \ ISBN: 978-85-87763-08-3 \ Cód. CIGA: 6.000

Sobre o Atlas Geográfico: A publicação analógica elaborada em brande formato (28x40cm), colorida e capa dura, esta estruturada em quatro partes básicas, com Introdução em oito línguas, sendo quatro delas africanas (Kikongo, Fulani, Swahili e krioula); um E-book da obra e dois pôsters no formato A1 (um registro fotográfico do século XIX da Comunidade Araúa na Região da Bacia do Congo com o Chef Kalamata ao centro. Acervo MRAC-Tervuren e um Mapa Temático Físico e Político atual da África elaborado com imagem de satélite colorida.
 

O BRASIL AFRICANO – ALGUMAS REFERÊNCIAS DOS SÉCULOS XVI-XXI: CARTOGRAFIA PARA EDUCAÇÃO


- FICHA TÉCNICA: Autor: Geógrafo Rafael Sanzio Araújo dos Anjos \ Editora: Mapas & Consultoria Ltda. Dimensões: A0 (84,1x118,9 cm).
Peso: 530g \ ISBN: 978-85-87763-167 \ Cód. CIGA: 10.000 \ Preço: R$ 100,00

- PUBLICAÇÃO: Constituída pelos seguintes produtos cartográficos: 1. Estados Políticos e Chefarias, Fluxos dos Tratados Escravistas Transatlânticos da África para o Brasil Colonial – Imperial e Referências dos Povos Africanos e seus Descendentes no Território. Séculos XV-XIX; 2. Diáspora África-Brasil e os Deslocamentos no Território Brasileiro. Séculos XV-XVI-XVII-XVIII-XIX e 3. Matrizes Africanas Estruturais «Visíveis-Invisiveis» do Território Brasileiro Contemporâneo. Séculos XX – XXI. Acompanha a obra um caderno explicativo dos mapas com os elementos das legendas de cada documento cartográfico (desagregação das informações espaciais), possibilitando uma compreensão isolada do tema representado. O material didático ainda esta acompanhado por um DVD com as animações gráfica dos mapas temáticos. Ver a resenha escrita sobre a publicação no Link a seguir: http://inseer.ibict.br/ciga/index.php/ciga/article/view/205


LINKs AQUISIÇÃO DAS PUBLICAÇÕES NA LIVRARIA CULTURA:

LINK LANÇAMENTO DO MATERIAL DIDÁTICO CARTOGRÁFICO AFROBRASILEIRO NA III CONFERÊNCIA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE DOS DIREITOS HUMANOS

           ADQUIRA AQUI AS OBRAS

"Gosto do jeito como Rafael constrói suas pesquisas. Ele vai juntando partes importantes de territórios e espaços longínquos que representam o lado negro da alma do povo brasileiro. Importante, esta transposição de imagens  que lembra a nossa origem. É como uma colcha de retalhos que se juntam e nos dão a dimensão de quem somos, de onde viemos, qual o nosso papel no mundo e do que somos capazes. Esta é a África que queremos descobrir. Esta é a África que queremos conhecer."
 Mãe Stella de Oxossi, Ilê Axé Opo Afonjá, Salvador - Bahia, 04 de fevereiro de 2014

Ver o texto com as impressões da Iya Odé Kayode no Link a seguir: http://inseer.ibict.br/ciga/index.php/ciga/article/viewFile/207/154

terça-feira, 1 de abril de 2014

Duas décadas sem apartheid



Texto postado originalmente no Portal Tela Brasil em 21 Mar 2014

http://www.telabr.com.br/_conteudo/imagem/noticias//2013/11/projeta_selo3.jpg
Em 10 de maio de 1994, o juramento de Nelson Mandela como o novo presidente eleito da África do Sul colocou um ponto final em um dos mais violentos, injustos e estúpidos regimes de segregação racial já imposto oficialmente em um país do planeta Terra, o apartheid.

O regime foi imposto em 1948 pelo Partido Nacional, defensor da supremacia branca, raça, que representava menos de 10% da população total da África do Sul, e discriminava os negros, que compunham a grande maioria (cerca de 80%) dos habitantes do país. As atrocidades que vieram no  pacote de medidas nefastas do apartheid fizeram insurgir uma resistência interna e também externa de lideranças políticas e sociais que tentaram derrubar, por décadas, o regime condenado pela comunidade internacional.

Essa resistência também retumbou aqui no Brasil e, agora, uma produtora de audiovisual brasileira, a Cine Group, resolveu viajar à África do Sul para contar como se comportou o cenário político do país africano nesses 20 anos pós-apartheid.

Com a ajuda dos profissionais dos dois escritórios que a Cine Group mantém na África, em Moçambique e no Malaui, uma equipe de brasileiros, liderada pelo jornalista, roteirista e diretor Carlos Alberto Jr., aporta em Johanesburgo no dia 21 de abril para iniciar a produção do longa documentário Democracia em Família.

Os dois anos de Carlos Alberto como correspondente no continente africano e seu trabalho como diretor executivo da série televisiva Presidentes Africanos – para o qual ele recrutou a expertise do jornalista Franklin Martins, ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, para ancorar as reportagens e entrevistas –, exibida no Discovery Channel em setembro de 2013 com certeza entram na conta dessa nova produção, que pretende unir Brasil e África do Sul pela via política.



“Vinte anos depois do fim do apartheid, vamos mostrar a importância do voto na consolidação da democracia sul-africana e o papel da geração dos chamados ‘born frees’ nesse processo”, explica Carlos Alberto Jr., diretor de Conteúdo da produtora Cine Group.

Como o projeto ainda está em fase inicial, a produtora ainda não tem previsão de quando e onde o documentário será exibido. Mas fique de olho aqui no Portal Tela Brasil, que acompanhará de perto essa produção que ajudará a projetar, ainda mais, o nome do Brasil na cena mundial do audiovisual e também ajudará o brasileiro a entender um pouco mais desse icônico país.