Mostrando postagens com marcador Cabelo Afro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cabelo Afro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de março de 2015

COMPARTILHANDO: Protesto contra racismo no Hospital das Clínicas de Goiânia.


Protesto contra racismo Hospital das Clínicas de Goiânia
Texto originalmente publicado no sitio Geledes, em 04/03/2015
Cerca de 20 mulheres e homens do movimento negro se encontraram na tarde de ontem (03/03) na frente do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Goiás (UFG) para promoverem um ato contra a discriminação sofrida pela residente de serviço social da unidade, Elaine de Moura Correa, de 27 anos. Um médico do hospital teria perguntado à ela se a mesma levou um choque elétrico antes de sair de casa, por causa de seu cabelo afro.
Elaine de Moura Correa
O ato não foi isolado. Segundo Elaine, as piadas discriminatórios eram constantes e chegaram a oferecer cremes de alisamento para ela. “Cheguei a ficar doente, me sentia perseguida e humilhada porque resolvi assumir o meu cabelo crespo, ao qual referiam como ruim ou rebelde”, conta.
Janira Sodré
Para a presidente do Conselho Estadual de Igualdade Racial, a historiadora Janira Sodré, além de buscar um apoio da instituição, a presença dos jovens e adultos do movimento negro e os cartazes com frases como “O meu cabelo não ruim. Ruim é o seu preconceito”, também objetivou tocar aqueles que passavam pelo local e que podem reproduzir atitudes racistas consciente ou inconscientemente.  “O cabelo natural é identidade e a pressão da indústria cosmética e da sociedade para que as mulheres negras alisem seu cabelo é uma forma de querer que a mesma negue suas raízes.
José Garcia Neto
O diretor geral do HC, José Garcia Neto, informou que tomará as atitudes administrativas cabíveis, publicará uma nota de repúdio no site da estabelecimento e promoverá ações de conscientização. “Esse fato só chegou ao conhecimento da direção agora, mas se tivesse vindo antes, já teríamos tomados atitudes administrativas, além da manifestação contrária. Somos contrária a qualquer ato agressivo e discriminatório, seja ele de cunho racial, moral ou sexual”.

terça-feira, 10 de junho de 2014

OFICINA DE CABELO AFRO & 14ª REUNIÃO DE FORMAÇÃO (10/06/2014)


Serviço:
Autoria do texto: equipe PIBID, Subprojeto História
Relações públicas e secretariado de maio: Mauro Moreira e Letícia
Revisão textual: Euzebio Carvalho

Reunimos às 7h no colégio estadual Dr. Albion de Castro Curado para realizarmos a oficina de cabelo afro. Após nossa chegada, fomos ao encontro das meninas que haviam aceitado nosso convite na última terça, para participar da oficina. Levamos para o colégio todos os materiais necessários para realização do evento (xampu, creme para hidratar, fitas, flores, e demais enfeites para os cabelos).
Nos reunimos na sala da brinquedoteca, onde participaram aproximadamente 20 meninas.
Fabio, Wariane, Mauro e Maria Elisa na lavagem e hidratação.

Os bolsistas Mauro, Fabio, Jaqueline, Wariane e Maria Elisa ficaram com a lavagem e a hidratação dos cabelos; Késia, Letícia e Jaqueline com os penteados e Jessica com o toque final, a maquiagem.

Para incentivar não somente as meninas que participaram da oficina, mas a escola toda, tivemos uma palestra com a Profa Ms. Lídia Ribeiro, docente da Universidade Estadual de Goiás. Ela falou um pouco sobre sua história de vida, destacando os preconceitos que ela passou por causa do seu cabelo afro.
    
Letícia, Késia e Jaqueline nos penteados.
 Encerramos a oficina com um desfile das meninas com os seus penteados. Nesse momento, foram apresentadas e comentadas as  diferentes possibilidades e modos de usar os cabelos afro: trança raiz, trança rabo de peixe, cabelos batidos com flores entre outro.

Reunião de formação

Às quatorze horas, reunimo-nos na UEG, no laboratório de Historia (CEPEDON). Ficamos das quatorze as dezesseis colocando nossas atividades em dias (diário de campo, blog do projeto etc).
  
Jéssica na maquiagem.
Às dezesseis, paramos para fazer um balanço da oficina realizada no colégio na parte da manhã. Todos os bolsistas deixaram claro que ficaram satisfeitos com o resultado da atividade, pois todos estavam com medo por não saberem fazer certos penteados e também pelo numero de participantes na oficina.

Chegamos a conclusão que, depois dessa oficina, constituímo-nos realmente como um grupo: os resultados foram bem maior do os esperados; conseguimos passar às alunas que elas podem sim estar bonitas usando seu cabelo natural, sem alisamentos.

Ao final, discutimos sobre nossa confraternização que será realizada dia 26 de junho de 2014, no Balneário Santo Antônio. Pagaremos 25 reais para cada bolsista com almoço incluso. Foi um dia muito produtivo.

IMAGENS DA OFICINA




































Frequência nas atividades:

A Nayara faltou na parte da manhã. Késia faltou na parte da tarde.




















terça-feira, 6 de maio de 2014

9º REUNIÃO DE FORMAÇÃO (06/05/2014)

Até que a cor da pele de um homem não tenha maior significado que a cor dos seus olhos haverá a guerra. Bob Marley, música War. (álbum Rastaman Vibration, de Bob Marley and the Wailers, de 1976).
Serviço:
Autoria do texto e das imagens: equipe PIBID, Subprojeto História
Relações públicas e secretariado de maio: Maria Elisa e Wariane
Revisão textual: Euzebio Carvalho


Capa do CD de Chica César
Relato:
 
Na manhã do dia 06 de maio de 2014, realizamos uma atividade diferenciada na Escola de Tempo Integral Doutor Albion de Castro Curado. Como havíamos anteriormente planejado (veja postagem específica), apresentamos a música Respeitem meus cabelos, brancos do cantor paraibano Chico César. Cada grupo, em sua respectiva sala/ano, teve como objetivo mostrar aos alunos a importância de respeitar as diferenças étnico-raciais, a partir do trabalho com essa música.


A escolha do tema dessa atividade deveu-se ao fato que a sociedade acaba discriminando as pessoas devido ao seu cabelo. Isso não é diferente dentro dos ambientes escolares. Decidimos realizar esta oficina após um certo acontecimento dentro da escola.

Cabelo Afro
Uma aluna se sentiu discriminada por conta do seu cabelo afro e procurou a diretora para fazer uma reclamação. Nós integrantes do subprojeto de História da CAPES/PIBID Educação das relações étnico-raciais: as africanidades brasileiras na sala de aula buscamos então uma maneira para intervir positivamente diante desse fato. Nosso objetivo era mostrar que as diferenças existem e que devemos respeitá-las. E isso passa, inclusive, por questões estéticas.


Para que a atividade fosse realizada de forma objetiva, os bolsistas seguiram a metodologia apresentada pelo coordenador do subprojeto, professor Euzebio. Primeiramente, foi trabalhado a música e as sensações que ela proporcionava aos estudantes. Perguntamos sobre os sentimentos que a música provocou neles. Depois falamos um pouco sobre os instrumentos utilizados e o estilo/ritmo da canção. Somente depois é que analisamos os versos do autor, a "letra da música". A partir dela, discutimos e refletimos sobre os elementos relativos à História e Cultura Afro-Brasileira, à identidade negra, à diversidade e ao multiculturalismo, às diferentes características étnicas entre outros elementos.

Cartaz feito pela bolsista Nayara para compor o mural
Buscamos despertar nos jovens alunos a consciência racial, bem como estimular uma elevação da sua autoestima.

Ao tempo em que essas discussões aconteciam dentro das salas de aulas, os demais bolsistas montavam um mural no pátio da escola também relacionado à música. Esse mural foi composto por imagens que havíamos selecionado previamente e impressas em tamanho A4. Com elas formamos o mural. Escolhemos imagens de celebridades com cabelos afros, exibindo diferentes penteados e formas de construir seus corpos e cuidar de seus cabelos. Juntamente com as imagens, afixamos também algumas frases de efeitos contra o racismo.

Para que os alunos também pudessem interagir e participar do mural, deixamos algumas folhas em branco, para que eles também pudessem escrever suas frases. 

Depois dessas atividades, no período da tarde, nos reunimos às 14h, no CEPEDOM, da UEG, campus Goiás. O professor Euzebio distribuiu duas revistas para lermos: a TRIP (voltada ao público masculino) e a TPM (para o público feminino). Pediu que cada bolsista escolhesse uma matéria, lesse, fizesse um registro no DC e depois apresentasse em forma de comunicação oral para todo o grupo. Esse momento de socialização ficou marcado para o dia 20 de maio.

Também foi distribuído para cada bolsista uma edição do jornal da UEG, do qual deveríamos ler a reportagem Eu sou aquilo que vejo nos seus olhos, recortar e colar no Diário de Campo. Depois de fazer uma análise sobre a mesma, deveríamos produzir um registro no DC. Essa atividade ficou marcada para ser entregue no dia 13 de maio.

Após esse momento, à partir da sugestão da bolsista Wariane, assistimos ao vídeo-clipe da da música Racismo é burrice (Lavagem Cerebral) do rapper Gabriel o Pensador (extraído do álbum MTV ao Vivo, de 2003). Primeiro, discutimos questões relativas aos instrumentos e o ritmo da música que é um RAP (sigla para a expressão Rhythm and Poetry / Ritmo e Poesia) estilo de música de origem afro-estadunidense. Depois, debatemos algumas questões abordadas na letra da música.






Discutimos sobre o verso “faça uma lavagem cerebral”. Chegamos à conclusão que ela se referia à uma mudança radical na nossa forma de pensar. O racismo foi uma coisa que se propagou de geração pra geração. Portanto, para reverter isso é preciso uma "lavagem cerebral". Mas essa mudança não pode ser imposta, devemos nos conscientizar e conscientizar as pessoas sobre o racismo, para que a partir disso, elas possam mudar o seu modo de pensar e de agir.

"Racismo é burrice"
Uma abordagem interessante foi sobre o verso “tem gente que pensa que racismo não dói”. O racismo não é só constituído por palavras e agressões verbais como muitas pessoas por aí pensam. Essas agressões verbais também provocam dores psicológicas e, inclusive, físicas. Além disso, existem muitos casos de violência física motivadas pela cor da pele. Infelizmente, pessoas morrem simplesmente pelo fato de serem negras como acontece muitas vezes com a juventude negra, por exemplo.

Diversidade étnica
Após concluirmos a análise da música, marcamos para o dia 27 a continuação da oficina sobre cabelo afro realizada no Colégio Albion. Realizaremos penteados que valorizem os cabelos das alunas. Essa atividade será seguida de uma palestra da professora Lídia. O encerramento da manhã será um desfile com as alunas que participaram da oficina, mostrando os seus cabelos. 

Na reunião da tarde, avaliamos as atividades do período matutino, momento em que foi realizada a oficina com a música Respeitem meus cabelos, brancos de Chico César. Observamos que houve uma aceitação muito grande por parte dos alunos, e dos professores também. 
Somos todos irmãos
Os estudantes gostaram da aula diversificada, tiveram muitas duvidas a primeira instancia. Mas após as explicações dos bolsistas do projeto, e da contribuição dos professores, conseguiram assimilar as idéias que o cantor evidenciou na música. Tivemos um caso de resistência, em que, uma aluna não queria fazer as atividades, mas com a orientação de um dos integrantes do projeto ela à efetuou. Observamos em sua fala que ela tem uma consciência muito grande do racismo, sentimento esse de quem, em algum momento, sofreu pelo preconceito da sociedade.

Este portanto constitui nosso Coletivo de Estudo e Pesquisa, do qual concluímos ter sido muito produtivo.


Frequência nas atividades do dia:

Na parte da manhã, todos os bolsistas estiveram presentes na atividade. A supervisora, por estar em consulta médica, não pode participar. À tarde, além da profa Maria Cristina, também faltou ao encontro de formação a bolsista Késia.


Fotos da atividade Respeitem meus cabelos, brancos 
(construção do mural)



 Equipe do subprojeto montando o mural, antes do intervalo.




Montagem do mural: diferentes formas de se usar o cabelo afro
Jéssica, à esquerda

Mauro


Fábio, à esquerda, e Euzebio, coordenador do subprojeto






Jaqueline e Jéssica, finalizando a montagem do mural. Na imagem, vemos os cartazes em branco para que os estudantes da escola também deixassem suas frases.
Jéssica

Fábio, à esquerda, e Jéssica à direita.




Nayara e Jaqueline
 

Alguns membros do projeto, após finalizarem o mural